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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Comida viva (Globo Repórter)
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Paradoxo nutricional
Por Alex Sander Alcântara
Agência FAPESP – O Brasil vive uma transição nutricional paradoxal. Um estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública revela a prevalência crescente tanto de anemias como de obesidade no país. A pesquisa, que analisou trabalhos realizados nas últimas três décadas, aponta que essa tendência estaria associada a mudanças no consumo alimentar.
A pesquisa analisou 28 trabalhos publicados sobre anemia em crianças e mulheres em idade reprodutiva, considerando a representatividade estatística, padronização de técnicas laboratoriais e critérios recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para o estudo do sobrepeso e obesidade, o trabalho avaliou o Índice de Massa Corporal (IMC).
Participaram do trabalho pesquisadores do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip) e do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, unidade da Fundação Oswaldo Cruz em Recife.
De acordo com Malaquias Batista Filho, do Imip, o estudo procurou se afastar do paradigma usado na maior parte das pesquisas, cuja referência é o enfoque isolado dos diagnósticos, particularmente no caso das doenças nutricionais, que são analisadas como “entidades próprias e autônomas”.
“A idéia foi juntar os dados em uma série cronológica desde 1974 para verificar se eles apontavam alguma tendência. Há três estudos que foram feitos com a mesma população em momentos diferentes, por isso são mais adequados a análise de tendências temporais. Os resultados revelam que, a cada década em que o exame foi feito, a desnutrição regrediu e a obesidade evoluiu”, disse Batista Filho à Agência FAPESP.
Embora o país venha superando o problema da fome, a nova pesquisa aponta as anemias como um problema em ascensão. Um dos estudos anteriores feito no município de São Paulo, cujos dados foram utilizados, foi o caso mais representativo: a prevalência do problema das anemias aumentou de 22% para 46,9% nas duas últimas décadas, entre as crianças menores de 5 anos.
Os outros dois trabalhos se referem aos estados da Paraíba e de Pernambuco, cuja tendência é de aumento das anemias em 10% a cada dez anos.
Batista Filho, que também é professor aposentado do Departamento de Nutrição da UFPE, ressalta que o problema da anemia não é exclusivo dos países subdesenvolvidos. A Europa tinha, segundo ressaltou, 20 milhões de pessoas anêmicas há uma década.
“Trata-se de um problema que foi progredindo na surdina, sem muitas denúncias. Hoje existem estimativas de que dois terços da população mundial podem ter anemia. Houve redução nas formas mais graves, mas houve ampliação em relação às formas leves e moderadas de anemia”, acrescentou.
Leite demais
Segundo Batista Filho, uma certa mitificação do leite na alimentação humana tem relação com o avanço da anemia. “O leite é muito importante na alimentação, mas ainda assim não pode ser considerado um alimento que necessariamente deve fazer parte da dieta para que exista condição para saúde normal. Ele não é rico em ferro e inibe o aproveitamento de ferro de outros alimentos. No estudo feito em São Paulo, verifica-se que, em grande parte, o leite está sendo co-responsável pela ocorrência de anemia em crianças”, disse.
As grandes mudanças na situação nutricional da população adulta resultaram, segundo a nova pesquisa, em um aumento do sobrepeso e obesidade. Em relação à evolução do estado nutricional, segundo o IMC, foi identificado um declínio no baixo peso e uma estabilização em níveis aceitáveis a partir de 1989, enquanto a obesidade triplicou em homens, elevando-se de 2,8% para 8,8%.
Entre as mulheres, a ocorrência de obesidade, que, inicialmente, era três vezes maior do que em homens, manteve-se praticamente estável em torno de 13% nas avaliações efetuadas em 1989 e 2003. No mesmo período, a prevalência de normalidade antropométrica, que era de 71,4% entre os homens em 1974, caiu para 47,4% na última avaliação. Entre as mulheres, a prevalência da normalidade antropométrica, segundo o IMC, declinou de 53,4% para 42,7%.
De acordo com Batista Filho, o novo paradigma nutricional gera a necessidade de se avançar para além dos problemas relacionados à fome. “Agora temos que pensar nos aspectos qualitativos da alimentação e não simplesmente compensá-la com calorias. Alimentação saudável não se reduz ao problema da fome, mas tem relação com vários outros aspectos nutricionais e de saúde.”
“Temos de retirar um pouco do centro da discussão a questão da fome em si, e colocar agora um tema bem mais amplo, que seria o da alimentação saudável para todos os ciclos de vida. Hoje, inclusive, se percebe que quando estamos cuidando da alimentação da criança estamos cuidando do escolar, da gestante, do trabalhador e das populações idosas do futuro”, reforçou.
Para ler o artigo Anemia e obesidade: um paradoxo da transição nutricional brasileira, de Malaquias Batista Filho e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.sábado, 16 de agosto de 2008
Culinária de Alta Vitalidade
Curso Prático de Alimentação de Alta Vitalidade : Sistema Honnō de Saúde
Honnō-Ryori - Reeducação da mente e corpo para a nutrição do organismo através da prática culinária.
Nutrição e Culinária de Alta Vitalidade –
Organização: Clarissa Hashimoto Taguchi
Revisão: Dr. Sohaku Bastos
Em nossa culinária utilizamos ingredientes frescos e sem aditivos químicos, sendo as hortaliças orgânicas da época, seguindo-se o princípio da Medicina Natural Honnō na promoção e revitalização da saúde.
Vagas limitadas com aulas práticas, permitindo o aluno interagir na elaboração dos pratos.
Horário: Das 9h às 15h / Datas: 17 - módulo básico I ; 20 - módulo básico II ; 24 - módulo básico I ou Clique aqui e preencha outras datas que melhor se encaixam em sua agenda.
Valor: Módulo I - R$ 70,00 com almoço incluído; demais módulos - R$ 50,00 com almoço incluído.
Inscrições pelo tel.: 2558 3190 ou pelo E-mail: clarissatag@gmail.com
Obs.: Após o “Módulo Básico I - Pratos para o dia-a-dia”, o aluno poderá escolher os módulos restantes de seu interesse. Porém, para que melhor possa interagir com os demais módulos, é necessário que o aluno participe do Módulo Básico I, entendendo assim, alguns ‘truques’ básicos da culinária de Alta Vitalidade.
Mães que vivem perto de rodovias têm mais bebês com baixo peso
Médicos acreditam que o problema é causado pela poluição das estradas.
Pesquisadores acompanharam quase cem mil nascimentos no Canadá.
Um estudo canadense sugere que mães que vivem próximas a rodovias têm mais tendência a dar à luz a bebês prematuros ou abaixo do peso, mas, contrariando estudos anteriores, essa associação só foi encontrada em bairros mais ricos.
O estudo, publicado na edição de agosto do Journal of Epidemiology and Community Health, observou registros médicos de 99.819 nascimentos em Montreal de 1997 a 2001. Os pesquisadores mediram a distância do endereço das mães à rodovia mais próxima e determinaram seus níveis socioeconômicos e de educação a partir de dados do censo.
Eles descobriram que, comparado a viver em um bairro rico mais afastado, viver em um bairro rico a até 202 metros de uma rodovia estava associado com um aumento de risco de 58% de parto prematuro, 81% de aumento de risco de nascimento de bebês abaixo do peso, e 32% de risco aumentado de o bebê ser pequeno para sua idade gestacional. A proximidade de estradas não foi associada a nenhum efeito adverso no parto em bairros mais pobres.
“Mães de baixa renda são expostas a mais fatores de risco – fumo, má nutrição, pouco acesso a cuidados pré-natais, violência doméstica”, disse Dr. Melissa Genereux, principal autora e médica residente da Universidade de Montreal. “Mães que têm maiores vantagens são protegidas desses fatores de risco, então elas podem ser mais afetadas pelo acréscimo de um único fator de risco novo, a poluição das rodovias”.
Exercícios previnem câncer mesmo nos magrinhos, afirma novo estudo
Luis Fernando Correia Especial para o G1
Japoneses demonstram que exercícios fazem bem a pessoas que estão em forma.
Redução do número de tumores malignos chegou a mais de um quarto em mulheres.
A relação entre obesidade e um risco aumentado de câncer já está estabelecida. Nesses casos, a atividade física pode funcionar como estratégia de prevenção diminuindo a massa corporal gorda e o risco dos tumores. Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN
A dúvida era se o efeito protetor dos exercícios se mantinha nos indivíduos magros. Pesquisadores do governo do Japão realizaram uma pesquisa sobre o impacto dos exercícios sobre o câncer na população japonesa, naturalmente mais magra do que os ocidentais. Durante nove anos, cerca de 80 mil japoneses, que tinham idades entre 45 e 54 anos em 1995, foram acompanhados. Os participantes responderam a questionários sobre sua atividade física.
Os dados recolhidos na pesquisa foram cruzados com os registros nacionais de casos de câncer, para que uma possível relação pudesse ser evidenciada. A quantidade de exercícios está diretamente relacionada à incidência de tumores malignos. A diminuição de risco entre o grupo que mais se exercitava e os menos ativos chegou a 13% nos homens e 27% nas mulheres.
Entre os tumores que tiveram seu risco diminuído estão os de intestino grosso, fígado e pâncreas. Portanto, mesmo que você não esteja acima do peso, não perca tempo e comece logo a se exercitar. A pesquisa japonesa está publicada na edição de agosto da revista médica "American Journal of Epidemiology".domingo, 10 de agosto de 2008
'Meditação aumenta criatividade e reduz estresse', diz instrutor
Especialistas citam os benefícios da técnica milenar.
Psiquiatra utiliza o método em pacientes do Hospital da Lagoa
Carolina Lauriano Especial para o G1, no Rio
Na semana em que o cineasta americano David Lynch está no Brasil para divulgar não um novo filme, mas seu livro, "Em águas profundas - Criatividade e meditação", fica a pergunta: meditar por quê? O que fez o premiado diretor adotar a prática há mais de trinta anos e, agora, escrever um livro sobre o assunto?
Em entrevista realizada no Projac na segunda-feira (4), Lynch disse que gostaria de levar a meditação para todas as escolas brasileiras. Ele acredita que isso acabaria com o estresse entre os jovens e livraria o país da violência.
No Brasil, outras celebridades também utilizam a prática no dia-a-dia. Segundo o professor e presidente da Sociedade Internacional de Meditação Transcendental no Rio de Janeiro, Kléber Tani, já fizeram parte da sua turma figuras como o judoca Flávio Canto, o cantor Moraes Moreira, a apresentadora de TV Cynthia Howlett e a atriz Julia Lemmertz. Tani diz que a lista de benefícios que a técnica proporciona para a mente e o corpo é imensa.
“Os efeitos podem ser observados em três ou quatro dias e são muitos. Em linhas gerais, a meditação aumenta a resistência ao estresse, reduz a pressão sanguínea, diminui a ansiedade, melhora a memória e a concentração, alivia a insônia e aumenta a criatividade - o que é a base para a criação de idéias revolucionárias”, diz o professor.
Num mundo tão apressado, violento e estressado, a meditação – técnica milenar trazida da Índia - deveria constar dos planos de quem deseja começar um novo estilo de vida.
Tani argumenta que qualquer pessoa pode aprender a técnica, desde uma criança com 5 anos até um idoso de 90. Além disso, a técnica pode ser praticada em qualquer lugar - só é preciso sentar e fechar os olhos. Nem mesmo um ambiente silencioso é necessário. E é por isso que a meditação é bem adaptada à rotina histérica da sociedade atual, já que, diz Tani, pode ser praticada em metrô, praça, avião ou no trabalho.
O professor explica que existem vários tipos de meditação. A mais conhecida e a que ele pratica é a meditação transcendental, difundida pelo mundo há mais de 50 anos, pelo guru indiano Maharishi Mahesh Yogi.
Segundo ele, o ideal é meditar duas vezes ao dia, durante 20 minutos. “Graças ao mantra, todas as qualidades da pessoa se expandem e, então, ela é capaz de alcançar um nível mais profundo da vida”, diz Tani. Mantra é instrumento para conduzir o pensamento - no caso da meditação transcendental, uma palavra ou um som que deve ser repetida por quem medita e deve ser mantida em segredo.
Outras técnicas
Professor e pesquisador há mais de 30 anos de temas ligados à meditação, Pedro Tornaghi, que coordenou o VI Congresso de Meditação do Rio de Janeiro nos dias 2 e 3 de agosto na PUC-Rio, não segue uma linha única. Ele ensina desde técnicas respiratórias à terapia dos chakras. Para ele, cada um deve optar pela técnica que combine mais com a sua personalidade.
"A meditação transforma o ser humano como um todo e permite à pessoa entrar em contato com as partes mais profundas da subjetividade. É como um mergulhador que coloca os óculos de mergulho e consegue ver as riquezas do fundo do mar. Ele enxerga coisas que ele nunca imaginou ver", diz Tornaghi.
É como se fosse uma faxina do subconsciente. De acordo com Tornaghi, o sistema nervoso fica mais equilibrado e, por isso, a meditação é importante aliada na cura de doenças.
Outro tipo da técnica é a meditação zen, que tem base nos ensinamentos budistas. O psiquiatra e chefe do Serviço de Saúde Mental do Hospital da Lagoa, Alcio Braz, concorda que a meditação é mais um instrumento para a cura de algumas doenças.
Responsável pelo templo zen do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, o médico conta que a idéia de implementar algumas dessas técnicas de tratamento no Hospital da Lagoa surgiu a partir da constatação da necessidade de se encontrar outras maneiras de ajudar os pacientes, além das medicações e métodos tradicionais.
“Recebo muitos pacientes com câncer, que estão em processo de quimioterapia e, consequentemente, com a parte psicológica muito abalada. Além do remédio, eu também ofereço a meditação, porque o paciente aprende a lidar melhor com a realidade. Além disso, devido ao relaxamento que as técnicas de respiração proporcionam, a meditação acaba aumentando também a imunidade. Definitivamente, o remédio não é 100% da cura.”
O psiquiatra explica que uma melhor aceitação da realidade leva a uma melhor aceitação aos tratamentos tradicionais, aumentando a tolerância aos efeitos colaterais dos medicamentos e a sua eficácia.
Segundo Braz, não é preciso ser budista para meditar, nem sequer conhecer o budismo. O psiquiatra dá o exemplo da história de um paciente que ele tratou há alguns anos e que era evangélico:
“Era um lavrador do interior de Minas, que estava internado há seis meses, aguardando por um transplante de pulmão. Ele aprendeu as técnicas da meditação zen no leito do hospital e, a partir de então, conseguiu aceitar melhor toda a situação, passou a receber visitas – antes nem os filhos ele queria receber – e até criou um sistema para ele ficar mais confortável com os tubos de respiração.”
Braz acredita que o auto-conhecimento através da prática da meditação pode trazer a capacidade de aceitar duras realidades e de cuidar melhor de si mesmo, dos outros e do meio ambiente, tornando o mundo um local menos difícil de viver.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
I Congresso Internacional Brasil-Japão de Acupuntura e Eletroacupuntura Científica

http://www.acupunturabrasil.com.br/
Em 1908, com a chegada dos primeiros imigrantes japoneses, marcou-se o início da medicina oriental em nosso país. A prática da Acupuntura até os anos 50, todavia, ficou restrita aos imigrantes japoneses e a seus descendentes. Até os anos 60, apenas alguns brasileiros tiveram acesso às terapias orientais e à Acupuntura. Somente após os anos 70 é que teve inicio o desenvolvimento da Acupuntura, Eletroacupuntura e Shiatsu no Brasil.
Após cem anos do começo da prática da Acupuntura em nosso país, acupunturistas do Japão e do Brasil se unem num evento científico internacional em comemoração ao centenário da imigração japonesa, trazendo as mais revolucionárias e recentes pesquisas científicas e práticas da Acupuntura, Eletroacupuntura e demais recursos da medicina oriental.
O objetivo do I Congresso Internacional Brasil-Japão de Acupuntura e Eletroacupuntura Científica é incentivar o intercâmbio técnico-científico e a troca de experiências entre os profissionais de saúde do Brasil e do Japão, como também observar a evolução do uso da Acupuntura, Eletroacupuntura e outras técnicas e terapias da Medicina Oriental, no tratamento de doenças específicas e sua eficácia na prevenção de diversas enfermidades.
Comissão Científica / Organizadora:
Dr. Toru Abo (Japão), Dr. Kimiya Goto (Japão), Dr. Hirotoshi Narikawa (Japão), Dr. Osamu Nagura (Japão), Dr. Soh Kai Kun (China / Japão), Dr. Sohaku Bastos (Brasil), Dr. Francisco Pereira (Brasil), Dra. Cátia Raposo (Brasil), Dr. Geraldo Farias (Brasil), Dr. Guilherme Carvalho (Brasil), Dr. Vasco Fernandes (Brasil), Sra. Tamie Yoshihara (Japão), Sr. Nabuo Yanai (Brasil).
Eventos Paralelos:
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Workshops diversos e mini-cursos sobre Acupuntura e Eletroacupuntura com direito a certificado emitido com a chancela de entidades organizadoras do evento, incluindo a Sociedade Japonesa de Medicina Ryodoraku e a Sociedade de Eletroacupuntura Médica do Japão.
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Apresentação do Sistema Honnō de Saúde, baseado na medicina natural japonesa e seus “8 Caminhos de Saúde e Cura”. Explanação e demonstração das técnicas e exercícios como Honnō-Kikō, Qi-Gong, Taikyoku, entre outros.
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Lançamento do livro “A Revolução Imunológica” do Dr. Toru Abo e o Relançamento do livro “Shiatsu Tradicional: Fundamentos, Prática e Clínica de Shiatsuterapia” do Dr. Sohaku Bastos. Lançamento do livro “ Eletroacupuntura e Eletrodiagnóstico : Método Ryodoraku de Regulação do Sistema Nervoso Autônomo “ do Dr. Kimiya Goto
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Apresentação de Trabalhos Científicos, com exposição oral e painéis científicos (para informações sobre inscrições entre em contato conosco).
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Feira expositora de produtos e serviços relacionados às práticas da medicina oriental.
Realização:
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Sociedade Japonesa de Medicina Ryodoraku
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Sociedade de Eletroacupuntura Médica do Japão
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Colégio Brasileiro de Acupuntura
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Academia Brasileira de Arte e Ciência Oriental
Apoio:
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Comissão de Eventos Comemorativos do Centenário de Imigração Japonesa do Estado do Rio de Janeiro e do ano do Intercâmbio Brasil-Japão
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Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro
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Instituo Cultural Brasil-Japão
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Câmara de Comércio e Industria Japonesa do Rio de Janeiro
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Sociedade Brasileira de Eletroacupuntura
segunda-feira, 28 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Os alimentos mais saudáveis do mundo
Thiago Cid para Época
Doutorado em nutrição pela Universidade Clayton pela Saúde Natural, o psicólogo Jonny Bowden dedica-se à pesquisa dos alimentos há duas décadas. Além do livro Os 150 Alimentos mais Saudáveis do Planeta, ele vai lançar, no fim do mês, a obra As Refeições Mais Saudáveis do Mundo. "Quero dizer às pessoas que é possível comer bem, sofisticadamente, explorando inúmeras nuances de sabor e ainda assim ser saudável", diz. Em entrevista a ÉPOCA, o autor explica como fez a extensa pesquisa que deu origem ao livro e revela quais são os alimentos menos saudáveis, dos quais devemos manter a maior distância possível.
ÉPOCA - O senhor dedicou muito de sua vida à pesquisa dos alimentos. Qual é sua relação com a comida?Jonny Bowden - A comida é como os amigos. Assim como há o tipo de amigo com quem você pratica esportes, há aqueles com quem você vai a museus, com quem você troca confidências. Assim são os alimentos. Alguns possuem altas concentrações de proteínas, mas são pobres em fibras. Alguns são ricos em antioxidantes, mas não possuem Omega 3.
Precisamos de uma grande variedade de alimentos - assim como de amigos - para conseguir tudo de que precisamos. O segredo é a variedade de bons alimentos. A minha lista (confira abaixo) considera alimentos que normalmente não pensamos em comer. É como um investidor que percebe a existência de uma boa aplicação que era subestimada e não fazia parte de sua carteira. Não quer dizer que são os melhores ou os únicos, mas são muito bons e não recebem a devida atenção.
ÉPOCA - Como o senhor fez a lista com os 150 alimentos mais saudáveis? Bowden - Meus assistentes e eu pegamos todos os alimentos naturais possíveis e comparamos seus valores nutricionais. Quais possuíam o maior nível de determinado nutriente, quais possuíam a maior variedade de nutrientes? Quais tinham baixos níveis de nutrientes? Fiz isso com todos os vegetais, todas as fontes de proteínas, todos os grãos - apesar de não haver muitos, selecionei os mais consumidos, com menor potencial para causar alergias e com um alto teor de proteínas. Baseados nesses parâmetros, fomos diminuindo a lista. Mas 150 alimentos é um número muito grande. Cotidianamente, as pessoas comem cerca de 10 a 15 alimentos apenas.
ÉPOCA - Quais são os melhores grãos? Bowden - Recomendo a quinua. Apesar de ser uma semente, e não um grão propriamente dito, tem o sabor e o preparo parecido com o de um grão. A quinua contém muitas fibras e proteínas. Também gosto de aveia integral, que tem muitas fibras, proteínas, altas concentrações de minerais e pouquíssimo açúcar.
ÉPOCA - Em que as pessoas devem prestar atenção na hora de comprar alimentos? Bowden - Você deve escolher alimentos que passaram por pouco ou nenhum beneficiamento depois da colheita. Quanto mais colorido, melhor, porque a cor é a forma como a natureza põe os nutrientes na comida. Azul, amarelo, verde, vermelho... As cores representam os componentes mais nutritivos dos alimentos.
ÉPOCA - Os alimentos orgânicos são sempre melhores? Bowden - Em um mundo ideal, os orgânicos serão sempre melhores. No mundo real, no entanto, as coisas não são necessariamente assim. Não sou tão radical quanto alguns nutricionistas. Primeiro, porque produtos orgânicos são sempre mais caros. Em segundo lugar, alguns alimentos - como o abacaxi e a banana - possuem cascas grossas como proteção, que são descartadas para o fruto ser comido. Nesse caso, não faz tanta diferença se o produto é orgânico ou não. Se eu tiver de gastar meu dinheiro com alimentos orgânicos, vou escolher aqueles mais propensos a acumular pesticidas, como morangos, tomates e verduras.
ÉPOCA - Além desses que o senhor mencionou, quais produtos orgânicos que você compra? Bowden - Além dos que citei, eu diria carne, peixe e café, porque podem conter níveis elevados de produtos químicos.
ÉPOCA - Por que as pessoas comem menos alimentos saudáveis do que deveriam? Bowden - Porque os alimentos industrializados têm um gosto muito bom. A indústria adiciona muito açúcar e sal nos alimentos, intensificando as nuances de sabor. Encontramos comidas com dosagens inconcebíveis de adoçantes e sal. São alimentos vendidos em qualquer lugar, com comerciais em todas as mídias possíveis. As pessoas são seduzidas pelo sabor, pelos estímulos sugeridos nos comerciais. Isso cria uma cultura em que essas comidas se tornam o padrão. É como um vício em drogas. Nos Estados Unidos, uma pessoa comum está exposta a 95 mil comerciais a cada ano, e a maioria deles é de comida.
ÉPOCA - Em seu livro, o senhor afirma derrubar vários mitos sobre a comida. Quais são eles? Bowden - Um é que carne é sempre ruim, outro é que soja é sempre bom. As comidas de soja encontradas nos EUA são muito diferentes das que fazem parte do cardápio oriental. A soja tem várias lacunas nutricionais. Não é porque a comida foi feita à base de soja que ela é saudável. Carne de soja, sorvete de soja. Não são comidas saudáveis nem prejudiciais. São alimentos neutros, cujo valor nutricional não é nada excepcional. Muitas pessoas comem alimentos feitos com soja pensando que estão proporcionando um grande bem ao organismo, mas na maior parte das vezes é puro marketing. Recomendo produtos de soja fermentados. Tudo que é natural e fermentado é bom, porque o processo de fermentação cria bactérias que são muito úteis ao organismo. Infelizmente a maior parte dos produtos de soja não é fermentada, mas industrializada. Não quer dizer que sejam alimentos ruins, mas não são exemplos de comidas nutritivas.
Confira a lista dos alimentos para os quais damos pouca atenção, mas deveriam freqüentar o nosso prato mais vezes.
1- Sardinha: é rica em proteínas e possui minerais essenciais, como magnésio, ferro e selênio, que têm ação anticancerígena. Esse tipo de peixe também ajuda o organismo a liberar o mercúrio e tem altas concentrações de omega 3, um tipo de gordura “boa”, essencial para o funcionamento do cérebro, do coração e para a redução da pressão arterial. As sardinhas são chamadas de “comida saudável em lata” por Bowden, que aconselha que sejam compradas as preservadas no próprio óleo ou em azeite, quando não puderem ser consumidas frescas.
2- Repolho: as folhas do vegetal contêm grandes concentrações de substâncias antioxidantes e anticancerígenas chamadas de indoles e sulforafanos. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, nos EUA, apontou que o sulforafano é a substância química encontrada em plantas que mais eleva o nível de enzimas anticancerígenas no organismo.
3- Folha de beterraba: geralmente jogada fora, é rica em vitaminas, minerais e antioxidantes. Contém carotenóides, pigmento natural dos vegetais que ajuda a proteger os olhos contra o envelhecimento. Bowden também afirma que a beterraba em si também é um dos alimentos mais ricos que existem. As folhas podem ser comidas cruas na salada ou refogadas, como espinafre.
4- Açaí: em suco ou misturado à comida, como é feito no norte do país, o açaí é uma das frutas com maior concentração de antioxidantes. Também é rica em gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, que são benéficas e auxiliam na redução do colesterol ruim e na prevenção de doenças cardíacas. Para Bowden, os brasileiros que não consomem a fruta freqüentemente desperdiçam a benção que a natureza lhes proporcionou.
5- Goiaba: rica em fibras, minerais e vitaminas. Também possui grandes quantidades de licopeno, o mais antioxidante entre todos os carotenóides. O licopeno auxilia na prevenção do câncer de próstata e reduz os riscos de surgimento de catarata e doenças cardiovasculares.
6- Cereja fresca: tem altas concentrações de antocianina, um antiinflamatório natural. Deve ser comida ao natural ou misturada com iogurte ou vitaminas.
7- Chocolate meio-amargo: rico em flavanóides, que diminuem a pressão sangüínea e promovem o bom funcionamento do sistema circulatório, tem altas concentrações de magnésio, um mineral importante para mais de 300 processos biológicos do organismo.
8- Frutas oleaginosas: são as castanhas, as nozes e as amêndoas. Bowden afirma que todas trazem inúmeros benefícios, apesar do elevado teor calórico. Possuem muitos minerais, proteínas e altos níveis de Omega 3 e Omega 9.
9- Canela: ajuda a controlar o nível de açúcar e de colesterol no sangue, o que previne o risco de doenças cardíacas. Para usufruir dos benefícios da especiaria, basta polvilhar um pouco de canela em pó no café ou no cereal matinal.
10- Semente de abóbora: é uma grande fonte de magnésio. Esse mineral é tão importante, explica Bowden, que estudiosos franceses concluíram que homens com altas taxas de magnésio no sangue têm 40% menos chances de sofrer uma morte prematura do que aqueles com baixos índices. Para consumi-las, toste-as no forno e coma-as por inteiro, inclusive com a casca, que é rica em fibras.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Vida saudável muda ativação de genes em homens com câncer, diz estudo
Pesquisa mostrou alteração positiva em mais de 500 trechos de DNA de pacientes.
Exercício físico, dieta melhorada e controle do estresse parecem ser responsáveis.
A ação benéfica de alimentação adequada, controle do estresse e exercício físico regular é capaz de mudar para melhor o sistema de ativação dos genes de uma pessoa, afirma um novo estudo. Pesquisadores americanos estudaram homens com câncer de próstata que alteraram seu estilo de vida e viram que o fenômeno afeta áreas "protetoras" de seu DNA.
Em estudo na revista científica "PNAS", Dean Ornish e seus colegas do Instituto de Pesquisa sobre Medicina Preventiva, na Califórnia, fizeram biópsias de próstata de 30 homens que são portadores de uma forma de baixo risco de câncer de próstata. Amostras obtidas quando a doença foi diagnosticada e outras retiradas três meses após a mudança no estilo de vida dos pacientes foram examinadas em busca de alterações moleculares importantes.
Os pesquisadores observaram uma alteração na expressão (grosso modo, o padrão de ativação ou desativação) de mais de 500 genes. Alguns trechos de DNA ligados à prevenção de doenças ficaram superativos, enquanto alguns dos chamados oncogenes, ligados à evolução do câncer, foram silenciados.
Segundo os pesquisadores, mais estudos são necessários para comprovar o efeito benéfico em pacientes com câncer e na população em geral.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Refeições equilibradas contribuem para a longevidade dos japoneses
Professora de etiqueta diz que japonês come com os cinco sentidos e sabe apreciar sabor.
Do G1, com informações do Jornal Hoje
O equilíbrio na hora das refeições é um fator que contribui para que os japoneses apareçam em primeiro lugar no ranking da longevidade: eles vivem em média 82 anos. Os brasileiros ocupam a posição de número 80 na lista, vivem em média 72 anos.
Uma das explicações para tanto fôlego entre os japoneses é o equilíbrio na hora das refeições. “O que se serve é a quantidade determinada; comeu, acabou. Não é errado, mas é feio pedir pra repetir”, explica o médico geriatra Toshio Chiba. “‘Se você comer 80% da capacidade do seu estômago, não precisa de médico’. Isso é uma frase japonesa que é muito sábia”, ele diz.
Sem pressa e sem se empanturrar, dá até para entender o uso dos hashis, os palitinhos que servem como talher. “É uma refeição feita lentamente, justamente por isso é que usamos o hashi. Na realidade, nós não temos condições de pegar com o hashi uma porção maior do que uma bocada”, explica a professora de etiqueta Lumi Toyoda.
Lumi explica que, antes de comer, o japonês já começa a apreciar a comida. "Apreciamos com os olhos, sentimos o aroma, o paladar, o tato, e também a audição – todo o barulho que se faz na hora da refeição. Nós comemos com todos os sentidos”, ela diz.
Comer devagar, apreciando o sabor, é uma regra básica da boa nutrição. Mas para que os alimentos realmente façam bem pra saúde, é preciso ainda acertar na escolha e na forma de preparar a comida – e também aí os japoneses têm muito a nos ensinar.
A nutricionista Eliane Kina explica que no Japão ninguém come sushi – o rolinho de peixe cru com arroz – todos os dias. Ela ensina a preparar o teishoku, uma espécie de “prato-feito” japonês, bem balanceado com arroz, que fornece energia pelos carboidratos; legumes, que são os reguladores, as fibras; e o peixe, que é fonte de proteína.
Eliane ainda acrescenta: “O japonês come muito mais peixe do que carne. O interessante disso é que a carne tem gordura saturada e o peixe tem a Ômega 3, boa para reduzir o colesterol e triglicérides, reduzir as doenças do coração”.
Também comuns na culinária japonesa, as algas são desintoxicantes e têm muito iodo, que ajuda a prevenir as doenças da tireóide. “A alga ajuda a acelerar o metabolismo, contribuindo para o emagrecimento”, diz a nutricionista.
Mas é mesmo a soja a grande estrela de uma das culinárias mais saudáveis do mundo. “A soja ajuda a diminuir os desconfortos do climatério, as ondas de calor da menopausa, tem uma substância que previne a osteoporose e ainda ajuda a diminuir o câncer de próstata e útero”, ensina Eliane.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Expressar sentimentos num blog faz bem à saude, diz pesquisa
Em fevereiro, um estudo na França com pacientes com cancer indicou que os que se envolveram com a escrita logo antes do tratamento se sentiram melhor, mental e fisicamente, do que os que nao fizeram isso. Ainda segundo a materia, blogar pode liberar dopamina, um neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central, da mesma maneira que outras atividades como ouvir musica, correr ou ver obras de arte. E ainda mais, a possibilidade de resposta imediata oferece a quem escreve o beneficio de encontrar outras pessoas em situaçao similar. Dica do Gawker, via BlueBus.
Por Gustavo Barreto.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Cirurgião-pianista afirma que música cura gerando hormônio de crescimento
27/05/2008 - 18h20 - Atualizado em 27/05/2008 - 19h21
Pesquisa realizada por residente médico de Harvard desafia teorias estabelecidas.Ironicamente, música poderia ajudar pacientes estimulando resposta de estresse.
Para Claudius Conrad, um cirurgião de 30 anos de idade que toca piano desde os cinco, música e medicina estão entrelaçadas — desde o mundo acadêmico até o nível da destreza necessária ao banco do piano e à mesa de operações.
“Se não toco por dois dias”, diz Conrad, um residente de terceiro ano em cirurgia na Escola Médica de Harvard que também possui doutorado em biologia de células-tronco e filosofia da música, “não consigo sentir as coisas tão bem quando estou em cirurgia. Minhas mãos não ficam tão suaves com o tecido. Elas não ficam tão sensíveis à reação que o tecido proporciona”.
Como muitos cirurgiões, Conrad diz trabalhar melhor quando escuta música. E cita estudos, incluindo alguns de autoria própria, que mostram a ajuda da música inclusive para os pacientes — trazendo relaxamento e reduzindo pressão sanguínea, batimentos cardíacos, hormônios do estresse, dores e a necessidade de medicamentos para a dor. Considerando-se que a música cura, como isso acontece? Os caminhos fisiológicos responsáveis mantêm-se obscuros, e a busca por um mecanismo de fundamento pouco tem se movido.
Agora Conrad está tentando mudar isso. Ele publicou recentemente um artigo provocador, sugerindo que a música pode exercer a cura e efeitos sedativos parcialmente por uma paradoxal estimulação de um hormônio de crescimento geralmente associado ao estresse.
Esse pulo nos hormônios de crescimento, diz John Morley, endocrinologista do Centro Médico da Universidade de St. Louis que não estava envolvido no estudo, “não é o que você esperaria, e não tem um significado precisamente claro”. Mas ele disse que isso levantou “algumas novas e admiráveis possibilidades sobre a fisiologia da cura”, e acrescentou: “E é claro que isso tem um tipo de círculo metafórico. Costumávamos falar do sistema neuroendócrino como sendo um tipo de maestro da orquestra de neurônios, conduzindo o sistema imunológico. Aqui nós temos música, estimulando esse maestro a iniciar o processo de cura”.
Recentemente, Conrad concentrou-se em mecanismos específicos que possam ajudar a explicar os efeitos da música no corpo. Em artigo publicado no último mês de dezembro no periódico "Critical Care Medicine", ele e colegas revelaram um elemento inesperado na resposta fisiológica à música em pacientes aflitos: um pulo no hormônio pituitário de crescimento, que é notoriamente crucial para a cura. “É um tipo de aceleração que produz um efeito calmante”, diz ele.
O estudo em si foi relativamente simples. Os pesquisadores colocaram fones de ouvido em 10 pacientes de tratamento intensivo em pós-cirúrgico, e na hora exatamente posterior à pausa nos sedativos, cinco deles foram tratados com gentis músicas de piano de Mozart, enquanto os cinco outros não ouviram nada.
Os pacientes que ouviram a música mostraram muitas reações esperadas por Conrad, com base em outros estudos: redução da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos, menor necessidade de analgésicos e uma queda de 20% em dois importantes hormônios do estresse, epinefrina e interleucina-6, ou IL-6. Entre essas reações esperadas estava a nova descoberta do estudo: um pulo de 50% no hormônio pituitário de crescimento.
Promoção da cura
Ninguém conduzindo esses estudos havia medido o hormônio de crescimento, cuja função inclui direcionar o crescimento, responder a ameaças ao sistema imunológico e promover a cura. Conrad o incluiu porque a pesquisa ao longo dos últimos cinco anos mostrou que o hormônio de crescimento geralmente aumenta com o estresse e diminui com o relaxamento.
“Isso significa que você espera que o HC, como epinefrina e IL-6, baixariam nesse caso”, diz Morley, da Universidade de St. Louis, sobre o hormônio. “Mas aqui ele aumenta. A questão é se o pulo no hormônio de crescimento efetivamente conduz o efeito sedativo, ou se é parte de alguma outra coisa que esteja acontecendo.”
Conrad argumenta que o hormônio de crescimento tem de fato um efeito sedativo. Em seu artigo, ele cita um estudo de 2005 que mostra o fator de liberação do hormônio de crescimento, um mensageiro químico que essencialmente chama os hormônios para o trabalho e reduz a atividade da interleucina-6. Isso sugere, diz ele, que o próprio hormônio de crescimento poderia reduzir os níveis de interleucina-6 e epinefrina que produzem inflamação e levam a dores e aumento da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos.
Essa explicação obteve reações diversas entre os pesquisadores do estresse.
“As duas dinâmicas não são necessariamente as mesmas,” diz Keith W. Kelley, um endocrinologista da Universidade de Illinois e perito em reações a inflamações. “Eu, pessoalmente, não compro o mecanismo celular específico que ele está propondo.”
Mas Kelley e outros peritos em reações ao estresse, incluindo Morley e o Dr. Bruce S. McEwen da Universidade Rockefeller em Nova York, dizem que o estudo de Conrad sugere claramente que um aumento nos hormônios de crescimento pode de alguma forma amortecer a inflamação e as reações ao estresse. “Essa é uma possibilidade realmente intrigante que merece uma olhada mais de perto,” diz McEwen.
Para Conrad, a descoberta oferece um tipo de elegância científico-musical: aqui, ao que parece, pode estar um paralelo hormonal ao poder da música de simultaneamente provocar e acalmar.
Conrad diz que espera expandir seu estudo dos efeitos da música no hormônio de crescimento em pacientes do tratamento intensivo. Ele também está planejando estudos, de certa forma similares, sobre como a música afeta o desempenho de um cirurgião.
Estudo comprova eficácia da yoga para melhorar dores crônicas nas costas
Eficácia da yoga foi melhor que a dos demais; é importante ter professores especializados.
Um novo estudo demonstrou que a prática da yoga pode ser mais eficiente do que os exercícios convencionais para os que sofrem de dor nas costas.
Luís Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN
A pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas da Universidade de Washington, em Seattle (EUA). As dores crônicas nas costas podem se tornar um fator limitante para os que sofrem desse mal, e que muitas vezes dependem de analgésicos para realizar suas atividades do dia-a-dia.
A prática de exercícios como maneira de aliviar as dores das costas está comprovada, porém até hoje não existiam estudos que demonstrassem superioridade de um tipo de exercício sobre outros. Os pesquisadores dividiram um grupo de cem pacientes com dor crônica nas costas em três grupos menores.
O primeiro grupo fez exercícios convencionais, como alongamento, treinamento de força e aeróbicos. O segundo participou de aulas de yoga e o terceiro somente recebeu orientações sobre cuidados. Após três meses, o grupo da yoga desempenhava melhor suas atividades diárias e também necessitou de doses menores de analgésicos. Os benefícios se mantiveram na reavaliação, seis meses após o início da pesquisa.
Os médicos alertam que, se alguém quiser optar pela yoga para tratar de suas dores, deve procurar um professor que esteja habituado a trabalhar com alunos com esse problema.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Sono à indiana
Afastar a insônia passa pela sutileza de perceber cada um de nossos cinco sentidos. Esses são alguns dos ensinamentos ditados aqui por Deepak Chopra,médico indiano que prega o respeito à natureza e ás nossas sensações para banir os ruídos internos e ter uma noite de sono tranqüila.
TEXTO: ANA HOLANDA
Seguir o ciclo da natureza. Essa é a receita do médico indiano Deepak Chopra em seu livro Uma Boa Noite de Sono (ed. Sextante). “Quando seus ritmos fisiológicos se sintonizam com a natureza – o movimento da Terra, do Sol, da Lua e das estrelas, o ciclo das estações do ano e as marés –, o sono vem sem esforço”, diz ele em sua obra, lançada em junho no Brasil. Chopra é um dos divulgadores, no Ocidente, da medicina aiurvédica, que segue os preceitos de saúde da filosofia indiana. Sua lição para dormir bem parece fácil, mas na prática seguir o ritmo do Sol e da Lua não é tão simples. Mas, mesmo para essas eventuais dificuldades, Deepak Chopra tem alguma resposta sábia, que passa por nossos instintos mais primitivos: tato, audição, olfato, visão e paladar. “Tudo o que você toca, prova, vê, cheira e ouve é metabolizado em seu corpo físico, mental e emocional”, acredita ele.
Entre os principais vilões de uma noite maldormida estão o excesso de estresse, ansiedade, depressão. Um estudo feito pelo Instituto do Sono, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 1987, 1995 e repetido este ano, apontou que 81% dos paulistanos têm queixas de sono. Desses, 35% sofrem de insônia. “Os dados brasileiros coincidem com os internacionais em relação à insônia. Sabe-se também que 10% das pessoas desenvolvem o problema crônico”, conta Lia Bittencourt, médica do instituto e coordenadora do estudo. As pesquisas mostram, ainda, que as mulheres são as que mais sofrem com as noites maldormidas causadas pela insônia – os homens têm queixas de ronco, na maior parte das vezes. As explicações para isso estão relacionadas com a predisposição genética – existem famílias inteiras de insones – por elas terem maior tendência à depressão e à ansiedade e pelo vaie-vem hormonal. Na menopausa, por exemplo, a redução do hormônio feminino progesterona afeta a qualidade do sono.
Continuação, aqui.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
Estudo mostra que deixar o mercado de trabalho pode levar a desânimo e doenças
IARA BIDERMAN
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Uma pesquisa recente adverte: "Aposentar-se pode ser prejudicial à saúde". Publicado em março no American Journal of Epidemiology, o levantamento, da Universidade de Atenas (Grécia), acompanhou cerca de 17 mil homens e mulheres por quase oito anos. Os participantes não tinham doenças prévias, como as cardiovasculares, diabetes ou câncer. No fim do estudo, foram feitos ajustes estatísticos para que condições como tabagismo, obesidade e sedentarismo não influenciassem os resultados. Em números: os aposentados apresentaram 51% mais risco de morte em relação aos que continuaram trabalhando.
| O risco cresce em proporção inversa à idade do aposentado: quanto mais jovem, maior chance de morte. Entre os participantes que tinham menos de 55 anos, por exemplo, 9% dos aposentados morreram no decorrer do estudo, contra apenas 1% de morte entre os não--aposentados. |
"Concluímos que a aposentadoria precoce pode ser um fator de risco de mortalidade em geral e, particularmente, de morte decorrente de doenças cardiovasculares em pessoas aparentemente saudáveis", disse à Folha por e-mail a coordenadora da pesquisa, Christina Bamia, do departamento de higiene e epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Atenas.
Para Bamia, os dados contradizem a percepção generalizada de que a aposentadoria levaria a uma melhor qualidade de vida e ao aumento da longevidade. No entanto, ela diz não ter dados para explicar os motivos que levam às doenças e à morte."Com os dados disponíveis no estudo, não podemos indicar os mecanismos que estão por trás dessa associação, mas suspeitamos que a aposentadoria pode envolver a deterioração do status econômico, o abandono de hábitos saudáveis ou a adoção de hábitos prejudiciais à saúde, além de todas as conseqüências psicossociais que ela envolve."
Os fatores psicossociais são considerados decisivos pelo cardiologista Roque Savioli, diretor da Unidade de Saúde Suplementar do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo). "Estudos mostram a importância desses fatores no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Em minha experiência clínica, percebo como é comum o aposentado experimentar uma falta de objetivos e de sentido na vida, que leva à depressão. Assim, passa a não se cuidar, abandona as atividades físicas, enfim, contribui ainda mais para o surgimento da doença", diz.
Embora o estresse profissional também seja um fator de risco para a saúde do coração, Savioli acredita que, ao se aposentar, a pessoa pode ser submetida a outros tipos de estresse, não menos importantes do que os vividos no trabalho."Entre eles, o estresse marital. Quanto mais tempo a pessoa fica ociosa, maior a probabilidade de surgirem conflitos com os familiares", afirma o cardiologista.
Ficar ocioso e sem perspectiva é o problema. "A aposentadoria em si não mata, mas sim a forma como ela é encarada", diz Lucia França, professora do mestrado em psicologia da Universidade Salgado de Oliveira (no Rio de Janeiro) e autora de "O Desafio da Aposentadoria" (ed. Rocco).
Ela diz que se aposentar bem ou mal é algo relacionado a uma série de atitudes tomadas durante toda a vida profissional, e não apenas na hora de encerrá-la. "Se o profissional é envolvido demais com a organização onde trabalha, deixar o emprego pode gerar depressão e doenças", aponta. Outras atitudes importantes são equilibrar a vida profissional com a pessoal e diversificar interesses --quem faz isso tem mais chance de encontrar atividades que tragam realização ao deixar o emprego formal.
Valor social
Um aspecto que nem sempre é percebido, mas que, para França, pode estar na origem do estresse nas relações familiares, é a percepção de perda de status, do valor social que a pessoa tinha vinculado à sua ocupação profissional. Em contrapartida, há pessoas que encontram, na aposentadoria, tempo para se dedicar a atividades em que a valorização social adquire um sentido muito mais amplo.
Trabalhar para ajudar outras pessoas também traz benefícios pessoais --entre eles, manter a saúde, a disposição física e a mente ativa.
A professa Patrícia Raymundo, 55, trabalhou por 25 anos na rede municipal de ensino de São Paulo. Aos 44 anos, aposentou-se. "Havia acabado meu tempo. Saí com muita dor no coração", conta. Por um lado, ao parar de trabalhar, ela conseguiu mais tempo para se dedicar à mãe doente. Mesmo assim, diz que sentia muita falta da escola, das crianças e do convívio profissional e que "ficava às vezes melancólica". Quando uma amiga falou com Patrícia sobre a ONG Viva e Deixe Viver, que prepara e leva voluntários para contar histórias para crianças hospitalizadas, não teve dúvidas e, após quase quatro anos inativa profissionalmente, pegou a bagagem que havia acumulado como educadora e fez o curso que a ONG promove para preparar seus voluntários.
Hoje, ela diz que não se considera aposentada. "Minha semana é rica, cheia de possibilidades. Tenho sempre uma história nova para contar. Isso, sem dúvida, contribui para a minha boa saúde", afirma.
Com o trabalho voluntário, surgiram até oportunidades profissionais remuneradas. Hoje, ela é convidada por livrarias e por empresas para contar histórias, seja para o público infantil, seja para o adulto, em programas corporativos de treinamento de funcionários.
Além de todos esses benefícios, Patrícia ressalta que, para exercer sua atividade de contadora de histórias voluntária, ela precisa sempre se reciclar, estudar, ler muito. Assim, não há espaço para a mente ociosa.
Redescoberta do prazer
"Uma mente ágil não dá espaço para a tristeza", afirma Ana Alvarez, fonoaudióloga e autora de "Deu Branco" (ed. Record), entre outros livros. Ela acha que a aposentadoria se torna um risco para a saúde quando a pessoa não busca novas experiências e se isola. "Os mecanismos de recompensa do cérebro não são ativados e ele começa a trabalhar desmotivado. Não encontrando mais situações que proporcionem prazer, o cérebro passa a funcionar como em estados de depressão. Aí a pessoa acaba adoecendo", diz.
E, de fato, Márcia Villela, 54, adoeceu. Aos 18 anos, começou a trabalhar como relações públicas. Aos 46, parou. O primeiro ano ela passou cuidando do marido doente, que acabou morrendo. Mas, depois, não conseguiu retomar suas atividades e "entrou em parafuso", conta. "Tive câncer de mama e de útero e neuralgia do trigêmeo [disfunção do nervo craniano que causa dores intensas]. Por quatro anos, vivia meio na marra, totalmente 'down'."
A sorte de Márcia foi, mesmo que "na marra", ter aceitado o convite de uma amiga para participar de um chá dançante. A dança foi para ela o caminho para redescobrir um sentido na vida. E recuperar o prazer de viver, a auto-estima e a saúde. "Hoje, só tenho dor na sola do pé, de tanto dançar. De resto, a saúde está perfeita", afirma.
Dançando, Márcia --que diz que estava "um monstro de gorda" após quatro anos de inatividade-- perdeu 26 quilos, fez novos amigos e até descobriu uma nova área de trabalho. Prestes a abrir uma espaço para a prática de danças, comemora: "Transformei meu gosto em negócio".
Sem pendurar as chuteiras
"A depressão entre aposentados é alta, atinge entre 10% e 15% deles. [O distúrbio] tem causas orgânicas, químicas, mas fatores psicológicos e ambientais acabam sendo precipitantes e mantenedores dos quadros depressivos", diz João Toniolo Neto, professor de geriatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Embora a aposentadoria possa desencadear esse quadro, Toniolo Neto acha precipitado considerar o fato causa direta de doenças e mortes. "A pessoa pode começar a se isolar, comer mal, tornar-se sedentária, fumar mais, e tudo isso são fatores de risco, mas não é tão simples fazer uma correlação imediata."
O cardiologista José Carlos Pachon, diretor do serviço de arritmias do HCor (Hospital do Coração) de São Paulo, também vê com reservas as conclusões do estudo da Universidade de Atenas. "No estudo, não há informações importantes, como quantas aposentadorias foram compulsórias e quantas foram voluntárias.Esse seria um dado fundamental para avaliar as conseqüências sobre a saúde cardiovascular, já que a aposentadoria compulsória pode representar o início de uma vida 'negativa', ao passo que a voluntária pode representar o fim de muitos problemas e o início de uma fase 'positiva'", diz.
Pachon conta que, para um grupo de pacientes, a recomendação é parar de trabalhar --são, por exemplo, profissionais submetidos a níveis muito altos de estresse. Para outro grupo, diz que recomenda que continuem trabalhando. "São os que entram em depressão quando param. Isso aumenta vários fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade abdominal e a chance de desenvolver a síndrome metabólica."
Roberto Joaquim, 65, está no grupo dos que podem (e devem) continuar trabalhando. Para ele, trabalho não é estresse, e sim fonte de prazer. Aposentado da empresa em que trabalhou por quase 38 anos, diz que nunca pensou em "vestir o pijama e pendurar as chuteiras". Deu um jeito de encontrar outra fonte de renda. No início, montou uma loja, mas não era isso o que queria da vida.
Mas não desistiu e, com o tempo, montou sua própria empresa, que produz agulhas especiais, colchetes e ganchos. Um de seus clientes é a empresa em que foi empregado por décadas. Tem boa saúde e, como era de se esperar, ela é atribuída em boa parte ao fato de continuar ativo. "Enquanto você trabalha, tem sonhos. Se deixar de sonhar, pode morrer."
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Alzheimer do excesso
Os pesquisadores avaliaram 939 pessoas com mais de 60 anos com diagnósticos de possível ou provável para a doença. Foram reunidas também informações de membros das famílias sobre históricos de fumo e de uso de bebidas alcóolicas.
Em seguida, os autores determinaram se os participantes tinham a variante A4 do gene apoE, cuja presença aumenta o risco da doença de Alzheimer. Pessoas com a variante costumam desenvolver o mal antes das demais.
Os cientistas verificaram que 7% dos pacientes tinham histórico de beber pesadamente – definido como o consumo de mais de dois drinques por dia. Quanto ao fumo pesado, de mais de um maço por dia, esteve presente em 20% dos participantes. Desses, 27% apresentava a variante genética do apoE.
Os autores do estudo descobriram que aqueles que bebiam pesadamente desenvolveram Alzheimer em média 4,8 anos antes. Aqueles que fumavam mais de um maço de cigarros por dia desenvolveram a doença em média 2,3 anos antes. E quem tinha a variante A4 manifestou o mal três anos antes do que os demais.
Segundo os cientistas, aqueles que tinham os três fatores desenvolveram a doença em média 8,5 anos antes do que quem não tinha nenhum deles. Os 17 pacientes que tinham a variante A4 e bebiam e fumavam pesadamente desenvolveram Alzheimer em uma idade média de 68,5 anos.
A doença se manifestou em média aos 77 anos para os 374 voluntários que não bebiam ou fumavam em excesso e que também não tinham a variante genética.
“Os resultados são importantes por indicarem que se pudermos reduzir ou eliminar o fumo e a bebida em excesso poderemos adiar substancialmente o início do Alzheimer e mesmo reduzir o número de pessoas com a doença”, disse Ranjan Duara, do Centro Médico Monte Sinai e um dos autores do estudo.
“Projeções anteriores estimaram que um atraso de cinco anos na manifestação da doença levaria a uma redução de quase 50% no total de casos da doença. O novo estudo destaca que esses dois fatores, fumar e beber pesadamente, estão entre os mais importantes para se tentar prevenir o Alzheimer”, afirmou Duara.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Hábitos diferentes, riscos novos
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Os hábitos de vida do Ocidente podem estar deteriorando a saúde da população nipo-brasileira. Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entre 1993 e 2007, em Bauru (SP), indicou uma alarmante prevalência de diabetes e fatores de risco cardiovascular entre descendentes de japoneses.
No entanto, a fase final do estudo, que consistiu em uma intervenção junto a essa população, demonstrou que algumas mudanças na dieta e a prática de atividades físicas podem ser medidas efetivas para combater o problema.
A primeira fase da pesquisa, em 1993, indicou que a prevalência de diabetes entre os descendentes de japoneses era de 20%, em média, contra 7,5% na população brasileira em geral. Em 2000, a segunda fase revelou que o problema havia se agravado: a prevalência de diabetes entre nipo-brasileiros era de 35%.
Os resultados da segunda fase – um Projeto Temático apoiado pela FAPESP – foram publicados na mais recente edição da revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia. A terceira fase foi realizada entre 2005 e 2007.
De acordo com a autora principal do artigo, Antonela Siqueira, que atualmente é pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), os descendentes de japoneses têm uma predisposição genética aos males causados por fatores típicos do cotidiano ocidental, como sedentarismo, estresse e alimentação rica em gordura e açúcar.
“A primeira fase do estudo indicou que a prevalência de diabetes entre os nipo-brasileiros era quase o triplo do resto da população. Em 2000, começamos a estudar a presença da síndrome metabólica – o conjunto de fatores de risco cardiovascular, que inclui diabetes, hipertensão arterial, distúrbios lipídicos e obesidade”, disse Antonela à Agência FAPESP.
Bauru foi escolhida, segundo a pesquisadora, por ter uma comunidade nipo-brasileira ampla e pouco miscigenada, com fácil acesso ao hospital em que foram feitas as análises clínicas. Em 1993, foram avaliados 647 indivíduos de 40 a 79 anos, descendentes de primeira e segunda geração. Em 2000, o estudo foi ampliado para 1.330 indivíduos.
“Em 2000, estudamos também os fatores dietéticos que poderiam contribuir para a prevalência da síndrome metabólica, que, conforme detectamos nessa época, era maior que 5%. O aumento do diabetes nos surpreendeu: passou de 20% para 35% em apenas sete anos”, afirmou.
Embora a população nipo-brasileira não tenha uma obesidade importante, os voluntários apresentaram alta taxa de gordura visceral. “O que importa para essas doenças é a cintura abdominal e não a obesidade periférica. Para os nipo-brasileiros, gordura no abdome significa perigo para a saúde. Os problemas aparecem quando a medida passa de 102 centímetros, para um homem ocidental, ou dos 90 centímetros, para um oriental”, apontou.
Os pesquisadores detectaram um aumento de glicemia – ou perda de tolerância à glicose –, que foi associado principalmente ao consumo exagerado de carboidratos refinados, sem fibra, como pão e arroz não-integrais.
“A alta prevalência de síndrome metabólica foi associada a um aumento no consumo de gordura saturada, que aumenta o colesterol ruim. A avaliação longitudinal mostrou que o fator que mais contribuiu para isso foi um consumo exagerado de carne vermelha”, disse Antonela.
O estudo transversal analisou de uma só vez, em uma série de exames, a condição da população de descendentes de japoneses naquele momento e mostrou que todos os indicadores ligados à síndrome metabólica haviam aumentado entre 1993 e 2000.
“Havia aumento do colesterol, do diabetes e principalmente dos triglicérides – associados ao açúcar –, que apareceram aumentados em 66% da população. Enquanto o nível normal é de 150 mg/dL, a média entre os nipo-brasileiros ficou em 240 mg/dL. Alguns indivíduos tinham valores próximos de mil”, afirmou.
A prevalência de doença cardiovascular – que pode resultar em infarto, derrame, obstrução arterial periférica e arteriosclerose, atingiu 14% da população analisada. “Se fosse em idosos, essa prevalência não poderia ser considerada muito alta. Mas, para uma população a partir de 30 anos, é altamente preocupante”, disse Antonela.
Ação efetiva
De acordo com Bianca de Almeida Pitito, doutoranda da Unifesp que participou da terceira fase do estudo, a partir dos resultados da pesquisa de 2000 o grupo começou a planejar um programa de intervenção.
“Ao constatar que o diabetes havia aumentado tão drasticamente em sete anos e que havia prevalência da síndrome metabólica, concluímos que, se nada fosse feito, a tendência era que dentro de mais alguns anos os problemas ficassem ainda mais graves. Por isso, planejamos a intervenção”, disse Bianca à Agência FAPESP.
Com uma equipe interdisciplinar, contando com nutricionistas e educadores físicos, os pesquisadores fizeram a intervenção focada em orientação para mudanças na dieta e estímulo à atividade física. O programa não incluiu aplicação de medicação.
Segundo Bianca, o objetivo era comparar as condições de saúde dos voluntários no início e no fim do programa. “Como havíamos detectado o problema, não seria ético deixar parte da população sem acesso ao programa, por isso não houve condições para trabalhar com um grupo de controle”, explicou.
Foram feitas três avaliações clínicas: a primeira no início da intervenção, em 2005, a segunda em 2006 e a terceira no fim do programa, em 2007. “Foram feitos exames para verificar pressão sangüínea, peso, circunferência da cintura, colesterol, triglicerídeo e glicose. Foram avaliados 653 indivíduos”, disse.
Depois de um ano de intervenção, segundo Bianca, foi detectada uma melhora sensível em todos os parâmetros: obesidade central, glicemia, perfil lipídico, colesterol, pressão sangüínea e gordura abdominal.
“A redução desses fatores ocorreu apenas com a mudança de dieta e de padrões de atividade física, o que mostra que a mudança de hábitos pode ser fundamental para prevenir a síndrome metabólica”, afirmou.
Segundo a pesquisadora a melhora de todos os indicadores em apenas um ano, ainda que não tenha sido drástica, pode ter grande impacto do ponto de vista populacional. Os resultados da análise de 2007 ainda não foram sistematizados.
Para ler o artigo Distúrbios no perfil lipídico são altamente prevalentes em população nipo-brasileira, de Antonela Siqueira e outros, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.
terça-feira, 8 de abril de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Academia Brasileira de Neurologia ensina como dormir bem
São Paulo, 20 (AE) - Um sono tranqüilo faz qualquer um recuperar as energias. O mesmo, no entanto, não se pode dizer das noites passadas em claro. Por conta do Dia Nacional do Sono, 21 de março, a Academia Brasileira de Neurologia vai promover a Semana Nacional do Sono a partir de amanhã (21) e até o dia 28 para ensinar a população brasileira a adotar pelo menos uma semana de bons hábitos para aprender a dormir melhor.
"Essa campanha tem o objetivo de fazer o indivíduo ver a cama para descansar, repousar e viver o dia seguinte. Não para planejar o que vai fazer. Ao mudar os hábitos as pessoas vão sentir a diferença já no oitavo dia", afirma Gilmar Fernandes do Prado, coordenador do evento, neurologista, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e professor da Unifesp. "Dormir bem tornou-se uma questão de saúde pública nos dias atuais", afirma.
Segundo o médico, o ideal para os adultos são em torno de sete horas e meia de sono. Rosa Hasan, neurologista que atua na área de Medicina do Sono no Hospital das Clínicas, no Hospital São Luiz-Itaim e é professora na Faculdade de Medicina do ABC, especifica que, na infância, são necessárias de 9 a 10 horas de sono. "Já crianças em idade escolar precisam dormir de 8 a 9 horas. E os adolescentes de 9 a dez horas".
Dormir menos de seis horas, de acordo com Prado, pode causar hipertensão, irritabilidade e alterações no humor. A memória e os reflexos ficam bastante prejudicados e também há déficit de atenção.
Além disso, segundo Rosa Hasan, a falta de sono provoca alteração no metabolismo, levando à obesidade. "Ninguém deve se privar do sono, principalmente motoristas, profissionais que operam máquinas de precisão e estudantes", enfatiza.
As doenças do sono têm impacto na qualidade de vida e na saúde, segundo a neurologista. "Quem tem apnéia, por exemplo, deve tratar esse mal para conseguir dormir direito, pois ela aumenta o risco de problemas cardiovasculares".
Insônia - A insônia pode ser provocada por vários fatores que variam de expectativas (viagens, compromissos, reuniões de trabalho, provas), problemas clínicos e emocionais passageiros. Os critérios utilizados para definir se alguém tem insônia são o tempo, a freqüência e o período que a pessoa demora para dormir ou voltar a dormir superior a 30 minutos. Esta dificuldade em iniciar ou manter o sono deve ocorrer pelo menos três vezes por semana e já deve estar ocorrendo há seis meses para ser caracterizada como insônia.
Segundo estudos, as mulheres são as que mais sofrem com esse problema. "Principalmente no período peri-menopausa (que engloba a pré-menopausa até um ano após a menopausa) e na menopausa. Socialmente e psicologicamente a mulher é mais dividida, mais sobrecarregada", justifica Rosa. "Homens ou mulheres, ninguém deve achar que dormir mal é normal. É um problema grave de saúde que deve ser tratado. E o médico neurologista é o profissional indicado para resolver esse problema", finaliza.
Boxe 1: DICAS PARA UMA BOA NOITE DE SONO
Confira, na seqüencia, as orientações da Academia Brasileira de Neurologia que devem ser adotadas durante sete dias. De acordo com os especialistas, somente após quatro semanas a pessoa notará resultados mais significativos. "Esses hábitos devem ser utilizados todos os dias, formando uma rotina. E mesmo que a pessoa sinta dificuldades, deve insistir", enfatiza Prado.
1 - Não vá para a cama sem estar com sono;
2 - Acorde no mesmo horário todas as manhãs, inclusive nos finais de semana:
- Se você sentir que precisa acordar mais tarde aos sábados e domingos, que seja apenas uma hora a mais;
3 - Não faça cochilos;
4 - Não consuma bebidas alcoólicas durante o período de quatro horas antes de ir para a cama;
5 - Não consuma cafeína após as 16 horas, ou no período de seis horas antes de se deitar;
- Informe-se sobre bebidas, alimentos e medicações que contenham cafeína;
6 - Não fume durante muitas horas antes de ir para a cama;
7 - Faça exercícios regularmente;
- O melhor horário para praticar atividades físicas é no final da tarde ou de manhã. Evite esforços físicos após as 18 horas;
8 - Use o senso comum para fazer seu ambiente apropriado para o sono. A temperatura deve ser adequada, mínimo possível de som, barulho e luz;
9 - Se você está acostumado, faça um lanche leve antes de dormir (bolachas salgadas, leite, queijo branco);
- Não coma chocolate ou coisas com muito açúcar;
- Evite muito líquido;
- Se acordar no meio da noite, não coma. Senão começará a acordar sempre no mesmo horário com fome;
10 - Não use sua cama ou quarto para outra atividade que não seja dormir ((a única exceção a essa regra é a atividade sexual);
- Você não deve ver TV, ler, conversar ao telefone nem se preocupar, discutir com seu cônjuge ou comer na cama;
11 - Estabeleça uma rotina para ir para a cama como sinal para dormir;
- Escove os dentes, acerte o despertador e faça coisas compatíveis com o horário;
- Realize essas atividades na mesma ordem todas as noites;
- Use sua posição de dormir preferida em combinação com seu travesseiro e seu cobertor prediletos;
12 - Quando estiver na cama, apague as luzes com a intenção de adormecer logo. Se você não consegue dormir em pouco tempo (10 minutos), levante da cama e vá para outro cômodo;
- Faça alguma atividade tranqüila até começar a sentir sono de novo e então retorne ao quarto para dormir;
13 - Se você não adormecer rapidamente, repita a instrução anterior;
- Repita esse processo quantas vezes for necessário durante a noite;
- Use esse mesmo procedimento se você acordar no meio da noite e não conseguir voltar a dormir rapidamente;
Boxe 2: HIGIENE DO SONO PARA CRIANÇAS
1 - Mantenha uma rotina para os cochilos diurnos das crianças pequenas;
- Evite cochilos no final da tarde;
2 - Crie uma rotina para a hora de dormir da qual faça parte um momento bom com os pais (ler histórias, ouvir música, etc);
3 - Evitar bebidas (chocolate, refrigerante e chá mate) e medicações que contenham produtos estimulantes;
4 - Crie um ambiente que leve ao sono e recompense as noites bem dormidas;
5 - Mantenha o mesmo horário para os pequenos dormirem e acordarem todos os dias;
6 - Coloque a criança na cama ainda acordada;
7 - Tente não deixá-la adormecer tomando leite, assistindo TV ou em outro lugar que não seja a sua própria cama;
8 - Não alimente a criança durante a noite;
9 - Evite levá-la para a cama dos pais para dormir ou acalmar-se;
10 - Se a criança acordar durante a noite para ir ao banheiro ou por causa de pesadelos, fique no quarto dela até acalmar-se e avise-a de voltará para seu quarto quando ela adormecer;
